Loja Prosa, Looks

WE LOVE BANANAS

30/10/2014
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É de banana e saia amassada que vive a blogueira que vos fala. No meio da bagunça do meu novo lar, eu perdi a noção de onde estão minhas coisas. Como cedi meu armário pra mamis, estou literalmente sem ter onde colocar minhas roupas e as caixas empilhadas não facilitam na hora de escolher um look do dia. #tocreusa 

Até agora não estou recuperada do choque que tive ao constatar a enorme quantidade de roupas e sapatos que acumulei nos últimos anos e, por isso, resolvi fazer uma limpeza profunda e reduzir para um terço a quantidade de bens “fashion” que eu tenho. Porque não tem necessidade, Brasil!!! Eu guardo muita coisa que nunca uso, na esperança de um dia tirar do armário e esse dia simplesmente nunca chega e eu acabo usando as mesmas coisas de sempre.

Acho até que vou fazer um open-house-chá-de-casa-nova-bazar aqui em casa pra vender meus badulaques todos, num evento maravilhoso regado a suco quente no copo de plástico (estou sem louça e sem geladeira) e MC Beyoncé tocando no celular, claro, porque estou sem aparelhagem de som também. AMO/SOU essa condição. O que acham? Alguém do Rio se interessa em comparecer? kkkkk Com essa graninha vou poder comprar umas peças realmente essenciais (tipo, uma jaqueta preta nova, que a minha se desintegrou!), com bom corte e boa qualidade e ainda pagar uma parte do bendito guarda-roupa que eu comprei na Walmart (mas que só chega daqui a uns 10 dias…viverei em caixas até lá)! huahuahuahua

 

IMG_5929 copy IMG_5919 copy IMG_5918 copyIMG_5939 copyIMG_5942 copyIMG_5941 copyIMG_5949 copyIMG_5946 copyFotos: Mamis

Daí que se não fossem as novidades da Prosa chegando aqui em casa esta semana, eu não teria o que vestir ontem! hahahaha Catei uma das camisetinhas de estampa de bananas, que vão entrar na loja semana que vem, e tive a cagada sorte de encontrar uma saia amassada e meu forever-tênis. Pronto. Look feito no improviso, que acabou ficando muito fofinho.

Camiseta: Prosa, em breve à venda na loja | Saia: de brechó, R$ 12 | Bolsa: comprada em Lisboa, na Feira da Ladra, 5 euros | Tênis: Adidas Adistar Racer, R$ 129 | Colar: Karamello, R$ 79 | Óculos: Zara, R$ 79 (as lentes de grau coloquei numa ótica) | Meia soquete aparecendo na foto: não tem preço!!! hahahah

Ps: eu realmente amo MC Beyoncé. Realmente. Não me julguem. <3

Beijos, Carols

Da Vida

Keep Walking

29/10/2014
going home

Mudei de Recife para Lisboa aos 5 anos de idade e mal sabia que minha vida ia ser um sem-fim de mudanças. De Lisboa mudei para Fontanelas, em Sinta. De Fontanelas para Nafarros. De Nafarros para o Magoito. Do Magoito para a Tojeira. Da Tojeira para São João do Estoril. De São João do Estoril de volta para Boa Viagem, em Recife. De Recife, de novo pra Portugal. De Portugal, para Boa Viagem DE NOVO. De Boa Viagem para Aldeia. De Aldeia de volta para Boa Viagem pra casa da minha tia. Da casa da minha tia para um apartamento sozinha. Do apartamento sozinha, para a casa da minha irmã. Da casa da minha irmã para a casa da minha avó. Da casa da minha avó para Botafogo, no Rio de Janeiro e agora estou de mudança novamente, ainda pelo Rio.

Ao longo dos meus 29 anos eu fiz exatas 11 mudanças de residência e perdi as contas de quantas vezes troquei de escola, de melhores amigas, perdi a noção de quantas fotografias e lembranças foram perdidas pelo caminho. Eu nunca senti aquele conforto de lar permanente, nunca tive longas amizades de infância. Nunca vivenciei a segurança do “eu tenho para onde voltar”, simplesmente porque sempre andamos para a frente. Sempre um próximo destino. Eu e mamãe somos nômades de carteirinha e, se por um lado isso alimenta meu sonho de ter uma casa própria com jardim para criar meus futuros filhos e cachorros, por outro eu não consigo me imaginar presa a um só lugar e travo uma luta diária entre o desejo de permanecer e construir e o de avançar e renovar. Nunca consegui sequer me planejar para financiar, por 30 anos uma casa própria, porque não sei onde tenho vontade de estar daqui a 30 anos. Atualmente o Rio de Janeiro tem sido minha casa e mais uma vez empacoto a vida em várias caixas, mas agora parece que um ciclo muito importante da minha vida se fechou para dar lugar a um próximo que eu espero que seja exuberante. 

Assim que cheguei ao Rio encontrei um apartamento incrível, bem localizado, todo mobiliado e com o melhor locador do universo. Um cara super do bem que confiou na minha honestidade e me alugou a casa sem a menor burocracia. Como um amigo meu disse: “Carol, tem gente que nasce com a bunda virada pra lua, mas você com certeza nasceu com a lua dentro da bunda.” Sim, o Rio de Janeiro é um lugar difícil pra arrumar onde viver. Mas minha sorte foi bem-vinda: nesse lindo apartamento eu amarguei uns 2 anos por um amor perdido, cansei de contar as noites de choro, de saudade, a infelicidade no trabalho, o joelho operado, as dores, as mágoas e todas aquelas coisas que não cabem num look do dia. Aquele apartamento me deu aconchego para todo desgaste físico e emocional da minha chegada ao Rio. Mas sair dele foi necessário, uma espécie de ciclo fechado onde os eventos se encaixaram de maneira perfeita.

Criei a Prosa, saí da agência, viajei para a Colômbia, esqueci os amores perdidos e até os romances tortos, adquiridos pelo meio do caminho, fiz meus 29 anos e, enfim, mudei para um apartamento mais amplo, onde eu possa trabalhar e viver com conforto. A décima primeira parada da minha vida. E até agora estou sem entender como cheguei ao Rio com 2 malas de roupas e saí do apartamento antigo com 53 caixas. Se aos poucos minha vida vai se organizando, o mesmo não posso dizer da minha casa, que se encontra no caos mais desesperador da falta de móveis. Mas no meio deste caos eu vislumbro um novo lar maravilhoso que será todo meu, decorado a meu bel-prazer e gosto, por tempo e vontade indeterminada, até que a vida me leve para uma nova direção.

Beijos, Carols