Inspiração

Marketing no look!

07/07/2015
fashion swot

Não está sendo fácil. Não mesmo. Semana passada tentei arrumar meu armário e seguir aqueles 5 passos ótimos que eu mesma escrevi sobre como reencontrar nosso estilo ou buscar um. Mas acontece que eu continuo lutando contra as peças que tenho. São tantas roupas sem a menor conexão entre elas, que eu tenho medo de me desfazer de tudo e no fim só sobrar as calcinhas. hahahaha Antes de parar pra ~meditar~ em frente ao armário e fazer minha lista oficial de fica-não-fica, eu resolvi aprofundar um pouco mais o assunto e tentar entender não só o que eu quero para o meu armário, mas meu próprio comportamento diante das roupas que tenho. Por que nosso comportamento com as roupas é, no fim das contas, o grande responsável tanto pelos bons looks, como pelas péssimas compras e investimentos.

Eu me formei publicidade e nunca esqueci meus ótimos professores de marketing, e hoje resolvi trazer uma “ferramenta” da comunicação para o universo da moda, para ajudar a organizar meu pensamento e, quem sabe, o de algumas de vocês que estão nessa mesma busca por si mesmas através da roupa. <3

analise swot fashion

Três palavras definem minhas maiores forças em questão de estilo:

1) Confiança: eu me sinto confiante para usar quase tudo nessa vida. Até o que eu torço o nariz, um dia aparece no meu look do dia. Não tenho medo de errar, ser brega, ou sair de casa parecendo um espantalho. Visto e pronto.

2) Usabilidade: quando gosto de uma peça, uso até cair o pedaço. Ou seja, eu prolongo o tempo de vida dela no meu armário e exploro ao máximo as possibilidades, fazendo valer cada centavo do investimento.

3) Criatividade: consigo, com facilidade, adaptar praticamente qualquer tipo de peça ao meu look do dia, sem caracterizar demais um determinado estilo/ocasião. Se é roupa e eu gosto dela, eu vou dar um jeito de usar.

fraquezas

É terrível ter que apontar o dedo para si mesma kkkkkkk, mas faz parte do processo de autoconhecimento. Já que eu não tenho uma consultora de estilo para me colocar na berlinda e me jogar umas verdades na cara hahahaha, eu mesma tentei fazer esse exercício crítico. Então minha lista de fraquezas mais gritantes foi assim:

1) Repetitividade: quantas vezes eu já usei saia midi com tênis neste blog? Milhões. E essa fórmula do mix de estampas? Inúmeras. Como virei “craque” em misturar padrões, acabo usando esse caminho mais fácil para deixar um look menos óbvio. É ruim? Não. Mas não existem só essas fórmulas para o ~sucesso~. Essa característica da repetivididade, seja no mix de estampas ou na minha repetição de bolsas, por exemplo, tem dois lados da moeda. Por um lado é uma Força, por que consigo usar a mesma peça com vários looks, mas por outro é um sinal claro da minha preguiça em procurar novos caminhos. Aquela bolsa branca da Miallegra, por exemplo, já anda sozinha, pede táxi e abre minha carteira. Apesar de eu estar enjoada dela, não consigo parar de repetir!

2) Bolsas e sapatos ruins: taí, ODEIO comprar bolsa por que compro sempre a mesma coisa! Todas as variações de bolsas com franjas. Sinto uma dificuldade enorme de gostar de alguma bolsa e acabo usando sempre as mesmas até elas desintegrarem. Quanto aos sapatos, perdi um pouco do tesão de comprar lindos pares depois que parei de poder usar saltos. Eu sou APAIXONADA por salto alto, então todo resto (sapatilhas, espadrilhes, botas, etc) me parecem sem graça e eu acabo cuidando muito pouco dessas escolhas.

3) Produções over: será que isso é um traço da minha personalidade se expressando através da roupa e eu tô querendo suprimir isso? Freud, me ajuda! Eu SEMPRE quero sair de casa clean, moderna, urbana, com um toque de sofisticação, mas sem perder o exotismo latino-americano. Mas quase sempre sou possuída pelo ritmo ragatanga excesso. Excesso de cor, excesso de estampa, excesso de acessórios, excesso de informação. Meus olhos doem (imagino que o de vocês também), mas é incontrolável. Ultimamente, quando eu percebo que o exagero está me rondando, eu simplesmente fico p* da vida, fecho o armário e saio de casa de calça jeans e regata furada. Preciso trabalhar isso!!!

oportunidades

Depois desse cenário catastrófico de fraquezas, meu coração diz: nem tudo está perdido e o barco não afundou. Existem oportunidades fashion às quais eu posso me agarrar para dar um novo rumo ao meu estilo! :D

1) Paleta de Cores: eu tenho MUITA certeza das cores que gosto e me sinto bem. Então é nelas que vou investir e todas as outras serão sumariamente eliminadas. Isso facilita muito a vida por que eu não vou precisar nem pensar: basta olhar pro guarda-roupa como uma enorme prancheta de cores e deixar apenas o que interessa.

2) DIY: eu tenho um certo talento para customizar roupas, então devo usar isso a favor da minha economia. Resgatar peças do armário, reciclar e dar um novo uso a elas é maravilhoso. Esse moletom da foto foi usado apenas uma vez em 2 anos. Depois que eu revitalizei o coitado, ele já anda sozinho.

3) Reinvenção: é fato, eu amo misturar estampas, mas repito sempre as mesmas fórmulas. É possível manter o amor e mudar a receita? Claro. A moda é uma coisa democrática e maravilhosa e o que não falta é estampa no mundo. Então eu vou parar de misturar listras com flores e apostar em outros mixes mais elaborados. Muitas inspirações, em breve, neste blog.

amecas

A análise está quase completa, mas não sem antes eu definir os pontos de atenção. As ameaças ao meu possível novo estilo são diversas. Se é difícil desapegar das coisas do guarda-roupa, mais difícil ainda é desapegar dos nossos comportamentos.

1) Comprar qualquer coisinha: eu tenho mania de fazer essa merda (desculpem o palavreado, mas é que é uma merda mesmo). Eu moro a dois passos da C&A e a 5 passos da Leader. De vez em quando eu ~compro qualquer coisinha~ que eu considero uma peça básica, que vai combinar com tudo e aí…dinheiro perdido. Nunca uso a peça e ela vira mais um estorvo na minha vida e um desfalque no meu, atualmente apertadíssimo, orçamento. Não adianta, eu praticamente só consigo usar as roupas que compro em brechós e na Zara.

2) Bloqueio e pânico: isso é a minha cara. Quando eu fico muito atordoada com alguma coisa eu simplesmente bloqueio aquilo. Tento resolver da forma mais fácil possível, ou seja, buscando formas de fugir do problema. Por exemplo: diante desta minha crise de estilo eu já pensei em “suicidar” este blog umas 150 vezes, ensaiei posts de despedida, formas de acabar com todas as minhas redes sociais, imaginei minha vida sem ter que pensar no que vestir, virando apenas um traste de pijama dentro de casa. HAHAHAHAHAH Esse é o momento pânico. Mas aí a gente acorda no dia seguinte, tudo está melhor e nós desistimos desses planos ridículos. kkkkk

3) Cair em tentação: eu não consigo seguir dietas, seguir planilhas, seguir treinos de academia. É um problema SÉRIO de indisciplina e por isso é muito fácil eu cair e tentação e abrir um espacinho para os velhos hábitos entrarem na minha vida novamente. Gostaria muito de ter nascido focada, mas a vida me deu uma dispersão quase cômica. Então esta é uma ameaça séria: eu não conseguir cumprir tudo o que eu estipulei para transformar meu próprio estilo.

Ufa. Que post. Tomara que vocês ainda estejam comigo aqui…

Como vocês podem ver, fazer uma análise SWOT no nosso armário é difícil, mas não é impossível e serve pra quase tudo nessa vida, desde negócios, até armários e quiçá criação de coleções de moda, por exemplo. Pra vocês terem uma ideia, eu passei exatas 3 horas e 25 minutos montando e escrevendo este post e mesmo assim dei apenas uma pincelada sobre o assunto. Contudo, espero que vocês tenham gostado deste conteúdo. De alguma forma tudo isso que eu estou escrevendo vai me ajudar a melhorar meu guarda-roupa. Espero que ajude vocês também. :)

Vamos nos abraçar nesta terapia conjunta? Vamos. \o/

Beijos, Carols

Loja Prosa, Looks

Um up no básico!

06/07/2015
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Eu confesso, esse inverno chegou e eu nem me dei ao trabalho de comprar algum novo casaco, simplesmente por que tenho trabalhado dentro de casa, então ainda não vi tanta necessidade de investir em agasalhos. Porém o namorado veio passar o fim de semana aqui no Rio (uebaaa!) e a necessidade de sair de casa (linda) na friaca aconteceu!

Além de não ter casacos novos/interessantes no armário, eu tenho uma verdadeira preguiça de me vestir para o frio, principalmente pra esse frio safado do Brasil, onde não dá pra fazer sobreposições magníficas com incríveis sobretudos e cachecóis, mas também não dá pra sair de casa com os braços de fora. O nosso inverno gera looks meio indefinidos e eu acabo optando por sair de casa vestindo preto dos pés à cabeça quase sempre. Exceto este domingo!

Aproveitei que lancei os novos moletons da Prosa na loja e catei um pra mim. Foi o que deu um up no meu look ultra básico e o salvou da completa falta de ~interessância~. Saí de casa quentinha e sem excessos. A quantidade de roupa ideal para o frio carioca. :P

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Fotos: boy-maravi-wonderful

Já quero experimentar esses moletons com calça pantalona! Acho que vai ficar lindopor que este ano resolvi mudar a modelagem do dito cujo: tirei a ribana inferior do moletom, que “prende” no quadril e deixei a ribana apenas no pescoço e punhos. Assim ele ficou bem mais versátil, além de não marcar a barriga.

Diante do meu armário pré-apocalíptico, encontrar uma nova usabilidade para as mesmas peças tem sido uma tarefa difícil por que me sobra vontade, mas falta tempo pra olhar com carinho pro guarda-roupa. Pelo menos já sei que os moletons que tenho vão permanecer comigo, por que são muito práticos e a praticidade é amiga íntima das almas atarefadas.

(Outra coisa que ainda não consegui desapegar foi essa ankle boot que uso apenas quando sei que não vou ~bater perna~ por aí. O salto é pequeno, mas mesmo assim deixa meu joelho em frangalhos. A bota em si é bem confortável e deixa o look mais arrumadinho, então ela fica por enquanto. <3)

Pra quem quase arrancou os cabelos de tanta indecisão, pra sair de casa, até que a produção ficou digna. O boy aprovou!>.<

Moletom: Prosa, R$ 149 à venda aqui | Saia: na verdade é um vestido da Marina Morena | Brincos: ganhei de presente da minha amiga Karina | Óculos: Amaro | Ankle: Pontapé, R$ 89 numa promo | Batom: 370 da L’Oréal, tão velho que já saiu de linha | Pulseiras: Accessorize + Zara.

Beijos, Carols

Looks

Depois do reveillon

01/07/2015
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Dia desses uma leitora comentou comigo: “Carol, eu comprei uma saia pro reveillon igual à sua, da Zara. Mas agora não sei como usar no dia-a-dia!” Essa é uma questão recorrente no armário de muitas mulheres, tenho certeza. A gente investe (sei lá porquê) numa produção de fim de ano, lindos vestidos de renda, renascença, franjas, paetês e prateados e depois não sabe o que fazer com essas peças no guarda-roupa. São literalmente elefantes brancos que carregamos na vida e como tal, pesam nos nossos bolsos cada vez que abrimos o armário e vemos quão mal aproveitado foi nosso dinheiro. A situação piora quando a gente pensa que um novo ano vem aí não queremos repetir o look do ano anterior por N motivos que, na real, são bem bobos. Criamos mandingas, manias, rituais para justificar nossa necessidade de consumo e em breve encostamos mais uma peça no nosso armário. Puro capricho! Eu mesma perdi as contas de quantas roupas de reveillon ficaram para trás depois das festividades. Por isso, ano passado decidi comprar algo que eu poderia adaptar tranquilamente ao meu dia a dia: uma saia midi, claro.

Escolhi uma saia muito leve, prateada discreta, quase cinza e, apesar de nunca ter postado novamente a dita cuja aqui no blog, já usei em outras ocasiões, com combinações diferentes e, em nenhuma das situações me senti usando ~roupa de fim de ano~. Por isso hoje resolvi compartilhar com vocês um look que amei usar com ela! <3

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Fotos: Marina Bezerra

Cinza é minha ~cor da calma~. Tem gente que curte branco, azul, verde água, amarelinho, mas de todas as cores do universo o cinza é a cor que eu visto e me sinto quase transcendental. Me sinto segura, madura, discreta, básica, pele boa, evoluída. hahahaha Deve existir alguma explicação para isso na psicodinâmica das cores. Então aqui vão 4 dicas para usar uma roupa de reveillon pós-reveillon:

1) MONOCROMIA: eu montei um look inteiro cinza e, justamente por ser uma cor discreta, pude usar elementos “chamativos” como as pedrarias e a cintilância da saia, sem medo de ficar exagerado, over, etc. No caso das roupas brancas, também rola um look monocromático, fica chiquérrimo. Se você achar que vai parecer uma mãe de santo, combina com acessórios ou peças listradas tipo navy e aí você deixa de ter um look reveillon e diz que o look é “resort”. Vai na fé.

2) CONTRASTE DE TEXTURAS: a saia é leve, suave, brilhante. Para amenizar o efeito princesa da peça, combinei com um moletom! Tecido mais robusto, estruturado que cria uma aura um pouco mais “grosseira” e pesada, contrastando com a leveza da saia. Além de dar um equilíbrio ao look, o visual fica bem interessante.

3) TROCANDO OS SAPATOS: em vez de usar o salto do reveillon, eu apostei na esportividade de um belo par de Adidas Gazelle. Deu aquele toque ultrafashionista vou-ali-na-semana-de-moda-de-Milão na produção e garantiu o conforto necessário para encarar a vida de pedestre trabalhadora.

4) LESS IS MORE: mesmo com as outras 3 dicas, é fato que o look chama a atenção, então eu peguei bem leve, quase nada, na maquiagem. Make super natural, base leve, mas sem usar pó, pra deixar aquele viço de saúde, blush pêssego e lábios com efeito degradê, coisa que conheci há pouco tempo e farei um post sobre isso, por que achei fantástico.

Estou simplesmente apaixonada por essa produção. Espero em breve montar mais ideias de look com essa saia. Na minha detox fashion, ela fica. <3

Saia: Zara, R$ 159 | Moletom: da Renner, velhinho, customizado por mim neste post | Óculos: Loucos por Óculos, na promo, R$ 55 | Bolsa: Zara, R$ 79 | Tênis: Adidas Gazelle.

Beijos, Carols